Marinalva era chamada de Mari. Já tinha passado dos 30. Solteira mas com muitas convicções e certezas. Só uma dúvida: como chamaria seu bebê, que ainda carregava na barriga. Era menino e aos nove meses, bem acolhido no útero da mãe, já pesava mais de três quilos. Cinquenta e dois centímetros e muito saudável, segundo os médicos. Em casa, o quarto do futuro hóspede estava pronto. Paredes brancas, berço cor de madeira, móveis azul claro, cortinas azul escuro. Tom sobre tom. Nada saiu além ou aquém do que ela havia planejado. Sozinha, apenas com o apoio da mãe, que nunca havia lhe apresentado o pai, Mari se considerava uma mulher completa. Família de classe média, ou menos!
Sentiu dores. Era hora de ver seu filho pela primeira vez. Tudo correu bem durante o parto normal. Depois do primeiro choro, ela pôde olhar bem dentro dos olhos de seu pequeno, que acabara de ser apresentado a ela. Criança linda, olhos azuis, pele clara, sem cabelos. Aliás, uma cabeça bem grande.
_Forte como um touro! Gritou sorridente o médico. O parto havia custado a Mari o equivalente a muitos meses de trabalho. Valia a pena, era o primeiro e seria o único filho. O recém nascido foi envolto em uma manta amarela e levado para um leito na maternidade. A mãe descansou.
Antes de abrir os olhos, Mari sentiu um forte cheiro de flores.
_Estou sonhando! Pensou ela. Mas eram flores de verdade. Os amigos agraciaram a nova mãe com lindas flores do campo, rosas e a preferida dela, margaridas. Esta última sua mãe que enviou, pedindo desculpas por não estar junto com a filha naquela hora. Tinha ido visitar um irmão e não contava que não encontraria passagem no único ônibus de volta. Foi um imprevisto que logo seria contornado.
_Posso ver meu filho? Perguntou ela ansiosa, assim que a enfermeira entrou para lhe trazer água.
_Claro, em dez minutos.
A enfermeira se chamava Odete, pelo menos era o que dizia seu crachá amarelado e torto, do lado esquerdo do jaleco, não menos encardido. Uma senhora que aparentava ter 45 anos. Gorda e com poucos fios no bigode, era notável que algum dia ela havia tirado aqueles pêlos, mas desistiu de continuar.
Dez minutos se passaram, uma hora, duas. Mari levantou. Sua mãe, uma médica e várias enfermeiras estavam discutindo no corredor. A mãe de Mari chorava. Quando viu a filha na porta do quarto, correu ao seu encontro.
_Levaram o menino!
_Que menino?
_Meu neto! Seu filho!
Mari desmaiou.
Foram as piores horas seguintes de sua vida. Os olhos de Mari ardiam, com lágrimas que não conseguiam sair. Nem uma gota. Ficavam apenas inchados.
Foram horas, dias de procura, explicações, falta de explicações e muita dor.
_Meu menino não!! Dizia a mais nova mãe sem filho, balançando um garfo ainda limpo sobre o prato.
_Come minha filha, os médicos disseram que assim que tiverem notícias vão ligar e o delegado falou que está perto de descobrir o que aconteceu, come!!
_Meu filho não mãe, meu filho não!
Esta frase foi repetida muitas e muitas vezes durante quase três anos. Nenhuma notícia, nenhuma pista, nenhuma criança.
_Vou acabar com isso! Pensou a mãe de Mari.
Oito e quarenta e um da manhã de sábado. Mari acorda com risadas curtas de criança. Desce as escadas do segundo andar de casa e não vê nada nos corredores, na sala...estavam na cozinha. Estavam!!
A mãe de Mari dava maçã e mamão amassado a uma pequena criança. Era um menino, aparentemente um ano e meio, talvez dois. Cabelos lisos e muito ralos, castanho escuro, olhos grandes. Magrinho demais, visivelmente por falta de comida. Criança sorridente, mas de poucos movimentos.
_Quem é ele? Perguntou parada na porta da cozinha, assustada e com os lábios apertados revelando tensão.
_Agora é nosso. Meu neto, seu filho! Mari deu as costas e subiu as escadas em direção ao quarto. A mãe foi atrás.
_Mari, ele foi abandonado e mora no Dom Raimundo, junto com dezenas de crianças doentes, sem família. Ele chora lá e você aqui. Um precisa de mãe e o outro de filho. Nem uma lágrima Mari, nem uma lágrima em quase três anos! Chore pelo amor de Deus! Se não mais por tristeza, chore de emoção pelo menos. Há quase três anos você não abraça uma criança, sequer fala direito comigo! Não faça isso conosco. Busquei o mais parecido com “ele” possível. O menino está lá em baixo, puro, inocente, vítima da mesma falta de sorte que nós, senão pior! Dê uma chance a ele de ter uma possibilidade de futuro....se dê a chance de dar ao filho de outro o que não pôde dar ao seu e reze para que alguém faça o mesmo por seu filho!!
A mãe desceu. Mari ficou.
_Francisco!!!!!! Disse secamente Mari na porta do banheiro, enquanto a mais nova avó dava banho no corpo magricela do menino.
_Boa escolha filha, boa escolha. Agora termine de dar banho no “Chico” que vou lá separar as roupinhas que comprei.
_Mãe, pelo amor de Deus, Já?!!Chico não, Francisco!!!
_Até mais “Chico”!!! E saiu rapidamente em direção ao quarto que há três anos tinha cortinas azuis e um berço. Hoje, cortinas verdes e uma cama de solteiro. O que rapidamente foi mudado e ficou a cara do “Chico”
Era domingo e visivelmente tinha criança morando na casa. Um carinho com motor já ocupava o corredor da sala. Capas de DVDs do pica pau já faziam enfeite na mobília que comportava a televisão. Restos de bolacha já estavam espalhos pelo chão. Francisco ainda não conhecia bem o lugar;
_Olá Marinalva!! Cumprimentava dona Cândida junto com outra senhora comprida, ao passar por Mari, de mãos dadas com Francisco, andando pela rua. Ele só caminhou em linha reta e mostrando alguma coordenação já com quase quatro anos, pelo menos foi a conta feita desde sua adoção. Mas ainda era magrinho. Custava ganhar peso e tinha uma cor amarelada. Mas o médico do posto de saúde disse que estava tudo bem. O menino precisava apenas de ferro pois era um sério candidato a uma anemia ou coisa parecida. Não precisa dizer que Francisco comia feijão em quase todas as refeições.
_Credo, mas que menino feio! Já que ela adotou podia ter escolhido um mais bonitinho, pelo menos mais gordinho!
_Ai Cândida, deixa ela. Disse a comprida. _ Nem foi Mari quem escolheu, foi a mãe. Fiquei sabendo que ela foi no “Imundinho”(apelido da casa lar onde garotos são deixados) pegar o guri. E você sabe que pra lá só vão as piores espécies, pais que não querem mais seus filhos e justamente porque são doentes! De um lugar cheio de sujeira o que achas que vai sair? Uma criança gordinha e rosada?
Seguiram as duas senhoras, com meio palmo de língua afiada, por um lado, Mari e Francisco por outro. Mãe e filho não ouviram nada.
_Francisco! Pára de mexer nesse controle! Gritava docemente Mari lá de dentro da cozinha para o garoto, lá na sala, brincando com a televisão. Chico parou. Mas parou por muito tempo. Mari entra na sala e vê seu filho deitadinho de lado no chão, imóvel, olhos fixos em direção a televisão e o controle remoto na mão.
_Francisco! Chamou ela. Francisco não respondeu.
_É grave! Afirmou o médico, dentro do consultório apertado, intercalando o olhar entre Mari e a mãe.
_Precisamos começar o tratamento e fazer um transplante. Francisco é uma criança sensível, fraco demais....
_Doutor! Interrompeu a avó._Francisco foi adotado. Ele foi mal tratado quando bebê e abandonado muito cedo. Quase não se alimentava e só Deus sabe o que comia quando tinha oportunidade! Quando levamos o menino pra nossa casa, há quase um ano, ele já estava debilitado. A coordenadora do orfanato me disse que na época ele devia ter entre um ano e meio e dois, deve ter sido abandonada porque já estava doente, mas os médicos disseram que havia melhorado, pobre criança!!
_Fica difícil saber mesmo a idade dele nessa situação, mas podemos ter uma idéia sim. Ele é fraco, mas um lutador. Temos que tentar achar os pais ou algum parente. Sei que nunca é confortável fazer isso, pois quando adotamos queremos seguir dali por diante não olhar para trás, mas é necessário se quiser salvar seu filho.
No orfanato Raimundo, quase todos os casos eram assim.: os pais sentem remorso em abandonar o filho no auge da doença, então esperam ele melhorar aparentemente e o abandonam. Isso para ser aceito. O médico que visita as crianças uma vez ao mês, abe a boca de um por um e nada mais. Como se todas as doenças do mundo pudessem ser vistas pela garganta.
_Ele fica aqui, internado. Decretou o médico solidário.
Uma avó cautelosa e uma mãe apreensiva não dircordaram.
_Pois não!
_Viemos pra falar sobre o menino!
_Entrem. Elizete reconheceu a Mãe de Mari.
Mari e a mãe iniciaram ali uma conversa nada agradável com Elizete. Não descobriram muito além daquilo que a coordenadora havia dito no momento da adoção. O menino precisava de doadores e não havia doadores.
_Meu filho não! Dizia Mari. _Meu filho de novo não! Essa frase era conhecida.
Uma ligação do hospital. Mari e a mãe precisavam iniciar uma campanha para encontrar um doador. Todos os amigos e os poucos parentes foram avisados. Nenhum doador. Nada no banco de doadores. O sofrimento das duas mulheres comoveu quase todos os funcionários e até pacientes do hospital. Principalmente pela história que já havia chegado aos corredores. Esta seria a segunda perda daquela mãe. Uma história mais triste que a outra.
Mari segurava a mão pequenina e ossuda de Francisco. Ela sentia o coraçãozinho dele batendo lentamente. Lembrava de seu outro filho. Castigo? Sina? Carma? Mari não encontrava uma resposta, só perguntas, infinitas. Até o sofrimento leva a uma comodidade difícil de explicar, assim como a causa dele. Responder negativamente a um simples: “Olá, como vai!!”, torna-se um hábito imperceptível. Mas só para quem responde, nunca para quem pergunta. Até porque não vai existir uma segunda indagação nesse diálogo. Ele pára por ali. São consideradas pessoas “negativas” e todos os conselhos mandam se afastar delas. Mari estava nessa fase. Até aquele momento.
_Dona Mari, por favor!
Chamava Doutor Orfeu, médico de Francisco. Usando uma gravata visivelmente apertada, que ele afrouxava enquanto falava com ela, que se levantou para evitar que o médico se estrangula-se na própria gravata que tentava frouxar.
_Achamos um doador!
Mari sentou-se novamente.
_Quem é esse anjo de Deus? Engasgado ele respondeu.
_A...a senhora!
_Mas o senhor disse que....Ele interompeu Mari abruptamente.
_Não sei como lhe dizer isso de forma que não pareça surpresa, até pra mim, mas não tenho outro jeito de dizer....ele tem o seu sangue, ele é seu filho!
Depois de três anos, aponta uma gota de lágrima em cada olho de Mari!
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O REQUENGUELA E O CHAMUSCADO

Ele tinha um pé torto. Na verdade, talvez fosse reflexo da perna, que era meio de lado, mas o conjunto desfavorecia o pé. Quando andava, puxava uma das pernas e balança mais um dos braços. Ufa!! Andar cansava muito o Requenguela, que não podia ver um poste. Ele era cegueta!
_Cuidaaaaaaaaaaaaado Requenguela!
Chamuscado era mais ativo. Muito mais. Tinha um cabelo sempre erguido, cheio de pontas. Era magro e alto. Usava roupas largas, totalmente amassadas. Mãos no bolso o tempo todo. Olhos muito arregalados e estava sempre sujo. Muito sujo. Parecia carvão, sei lá o que, mas era escuro, mais que ele. Tinha algo de muito estranho em Chamuscado. Sempre assustado. A cada passo, um olhar para trás e para os lados. Diziam que olhando bem de perto dava pra ver uma fumaçinha saindo de seus cabelos. Quem se atreve?
_Que tal um banho Chamusk!!!!!
Que povo intrometido! Chamuscado era primo de Requenguela. Mas o povo da boca grande dizia que eram irmãos! Quem se atreve?
_Um dia eu queria ver uma briga entre o Requenguela e o Chamusk...hahahahahahah.
Dizia um fofoqueiro chamado Tovino. Ele era o tormento dos primos. Aliás foi ele quem inventou que os dois poderiam ser irmãos! Ou descobriu, sei lá. Quem se atreve? Mas Tovino era um terror. Tinha cabelos ruivos, mas conseguia até ser bonitinho. Dizia que tinha sangue nobre debaixo da pele branca.
_Sangue ruim tem aqueles dois viu!! Dizia ele dos primos.
_Nasceu o filho da Marieta! Mulher do Tovino!!!
_Nossa, que legal, é menino ou menina?
_Os dois, são gêmeos!
_Nossa, que legal, são bonitinhos?
_Então, estranho, porque um tem cabelo preto ruim e o outro tem uma perna mais curta!
_Nossa que legal! Quem se atreve!!!Toma-te
_Cuidaaaaaaaaaaaaado Requenguela!
Chamuscado era mais ativo. Muito mais. Tinha um cabelo sempre erguido, cheio de pontas. Era magro e alto. Usava roupas largas, totalmente amassadas. Mãos no bolso o tempo todo. Olhos muito arregalados e estava sempre sujo. Muito sujo. Parecia carvão, sei lá o que, mas era escuro, mais que ele. Tinha algo de muito estranho em Chamuscado. Sempre assustado. A cada passo, um olhar para trás e para os lados. Diziam que olhando bem de perto dava pra ver uma fumaçinha saindo de seus cabelos. Quem se atreve?
_Que tal um banho Chamusk!!!!!
Que povo intrometido! Chamuscado era primo de Requenguela. Mas o povo da boca grande dizia que eram irmãos! Quem se atreve?
_Um dia eu queria ver uma briga entre o Requenguela e o Chamusk...hahahahahahah.
Dizia um fofoqueiro chamado Tovino. Ele era o tormento dos primos. Aliás foi ele quem inventou que os dois poderiam ser irmãos! Ou descobriu, sei lá. Quem se atreve? Mas Tovino era um terror. Tinha cabelos ruivos, mas conseguia até ser bonitinho. Dizia que tinha sangue nobre debaixo da pele branca.
_Sangue ruim tem aqueles dois viu!! Dizia ele dos primos.
_Nasceu o filho da Marieta! Mulher do Tovino!!!
_Nossa, que legal, é menino ou menina?
_Os dois, são gêmeos!
_Nossa, que legal, são bonitinhos?
_Então, estranho, porque um tem cabelo preto ruim e o outro tem uma perna mais curta!
_Nossa que legal! Quem se atreve!!!Toma-te
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Cristalino é o cara!!
Os hábitos daquele jovem rapaz passavam longe dos hábitos dos belos estudantes esbeltos da pequena cidade de Údine. Simpático e sempre sorridente, mas com os dentes amarelados, Cristalino sentia na pele a indiferença. Às vezes ele pensava.
_ "Ora, mas que injustiça, também nasci aqui, estudo no mesmo colégio que a maioria deles...tudo bem, é bolsa, mas estudo! Minhas notas são as mais altas e ainda tenho que passar por isso?".
Depois de refletir muito sobre a injustiça que vinha sofrendo, ele chegou a uma conclusão benéfica da causa própria, tomar uma atitude dolorosa e imediata:
_ "falar com a galera!!".
Em um bar bem no centro da pequena cidade, Cristalino se fez presente, chamou a atenção de todos que ali estavam, principalmente da mesa oito, onde estavam aqueles que o rapaz invejava e diariamente faziam de conta que Cristalino não existia. O que se confirmou naquela ora, pois ninguém sabia quem ele era! Por isso o espanto. Quem era ele? Mas que autoridade! Que coragem! pensavam os outros. O jovem rapaz, num tom de voz mais alto que o normal, começou a expor:
_"Primeiro: de hoje em diante eu sou o "cara" pra vocês!; segundo: quero entrar em todos os lugares e sem perturbações. Ele olhou pra garçom do lado de dentro do balcão, que concordava com a cabeça, enquanto enxugava um copo; terceiro: quero também anunciar que vou formar um grupo de "meus amigos" para quem quiser me acompanhar; e por último: muito obrigado".
Pela segunda vez na vida ele estava bêbado, mas ninguém notou, ninguém sabia como ele era sem o efeito do álcool! Ninguém nunca havia o visto, reparado! Não o conheciam por isso o temiam agora!
_ "Olha a aparência dele! Com esse físico e com essa coragem! Alguma coisa tem aí e não sou eu quem vai pagar pra ver!
Disse alguém da mesa Oito.
Cristalino estava tão eufórico que acabou nem percebendo a reação da platéia, dando por encerrado o discurso, contando com o sucesso garantido.
No dia seguinte Cristalino era "o cara"!!Corajoso, várias pessoas vieram conversar com ele, fazer perguntas sobre sua vida, seus estudos, chegou até a ganhar um presentinho de uma garota do terceiro ano. Sua postura mudou e seus hábitos também.
Tudo estava como Cristalino havia planejado, num plano de poucos minutos.
_ "Agora sim faço parte da galera, ou melhor, eu sou a galera!".
Foram dias, semanas, meses de reinado! Aí vieram os negócios! Fuminhos, tequinhos, cheirinhos e pronto, Cristalino já era o bom da turma. Comprava, vendia e trocava. Nunca perdia, sempre ganhava!
Um dia a galera gente boa foi pêga na avenida principal da cidade com nada menos que meio quilo de maconha e 15 papelotes de cocaína dentro De um dos carros, justamente o que Cristalino dirigia, claro!
Enquanto algemava Cristalino, o policial chamado Ostero dizia: "Já ouvi muito falar em você gostosão, você é o cara!!
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Bem vindo....
(olhe para cima)
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Osama prepara novo exército
de Osama foi talhado na pedra

Uma fonte me disse que o Osama Bim Laden, o maior terrorista do mundo e um dos dez mais procurados pelo FBI, está escondido em uma ilha./ Ao que parece, esta ilha não consta em mapa algum do mundo e é comandada por uma instituição falida chamada Dharma, que montou um verdadeiro império. Mesmo com a falência da empresa, cuja nacionalidade é desconhecida, alguns funcionários continuam trabalhando. A suspeita é de que eles estejam fazendo experiências mutantes, utilizando um DNA conhecido como X, que existe somente em seletas pessoas. Por coinscidência, essas pessoas acabam na ilha, atraídas por uma espécie de imã gigante, ativado de dentro de uma escotilha, no interior da ilha. Alguém estaria manipulando a mente destas pessoas. Osama estaria montando um grupo, mais conhecido como liga do mal. Este grupo é formado, parte por integrantes que já viviam na ilha e outra parte por pessoas inocentes que foram levadas até lá. A suspeita é de que chegaram no local de avião, emprestado pela Força Aérea 1. Até agora nada se confirma.
Investigadores americanos só conseguiram descobrir o novo paradeiro de Bim Ladem graças a uma marca, deixada em uma das cavernas que o terrorista usava, nas Montanhas de Tora Bora, na froteira do paquistão com o afeganistão. Não se sabe ainda se o terrorista foi por livre vontade ou se foi mais uma vítima hipnotizada pela ilha./
Me aprofundando mais na pesquisa, constatei que Bim, na verdade, voltou pra casa.
Investigadores americanos só conseguiram descobrir o novo paradeiro de Bim Ladem graças a uma marca, deixada em uma das cavernas que o terrorista usava, nas Montanhas de Tora Bora, na froteira do paquistão com o afeganistão. Não se sabe ainda se o terrorista foi por livre vontade ou se foi mais uma vítima hipnotizada pela ilha./
Me aprofundando mais na pesquisa, constatei que Bim, na verdade, voltou pra casa.
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quarta-feira, 23 de abril de 2008
Fioravante
Quando dona Fioravante recebeu a notícia da herança que seu tio-avô havia deixado para ela, quase teve um enfarte (Digo quase porque nem Fioravante era tão tola em ter um piripaque nessa hora).
- Assine aqui por favor!, disse o moço, portador da boa nova, já na sala de estar, sem muita conversa.
- Ah sim, claro!! disse empolgada Fioravante, sem saber ao certo o que estava acontecendo, mas disposta a encarar a aventura de poder ser rica. Sequer sabia, quem era esse tal de tio-avô, mas era rico! No papel, apenas a confirmação de que ela era ela mesma e que havia sido encontrada! Imediatamente ela correu para o quarto na tentava trêmula de ligar para o marido que estava trabalhando e lhe dizer algumas coisas que desde o baile da escola estavam engasgadas.
- Escute Gastão! estou indo embora porque não agüento mais você, seus roncos a noite toda e principalmente seu mau hálito de boca de rancho! Agora sou uma mulher independente e livre para procurar um homem que me ame e que eu ame também! Ah! Bonito e rico. Fui!
Desligou o telefone. Voltou para a sala com apenas duas malas prontas. O moço que veio dar a notícia vestia um terno cinza escuro, era meio magro, cerca de um metro e oitenta, cabelos negros, curtos mas visivelmente encaracolados. Um mistério só! Logo orientou Dona Fioravante sobre como iria receber a grana, os imóveis e tudo mais. Sem muitas explicações detalhadas, pois tudo era segredo, por medida de segurança, que ela obviamente entendia.
- Prometi ao seu tio-avô que eu a encontraria. Fui o único a me empenhar em procurá-la, quando todos pensavam que jamais conseguiria! Serei exaltado! Ele conseguiu, todos dirão!!!
- Claro que conseguiu! Cotinuava ela!
Os dois seguiram caminho até a cidade onde o tio-avô morava. Um hora, uma manhã, um dia inteiro! Não importa, a única coisa que Fioravante sabia é que de uma hora para outra ficara rica e logo logo colocaria as mãos engorduradas naquela ‘bufunfa’ gorda, mais gorda que ela. No meio do caminho, Fioravante já imaginava o primeiro investimento.
- Uma plástica nos culotes, uma lipo na barriga, uma esticada no rosto e o resto, valha-me Deus, é conseqüência!!!
No carro, o jovem rapaz, que até então estava quieto, começou a fazer perguntas.
- A senhora é casada há muito tempo?
- 15 anos!
- Quantos filhos a senhora tem?
- Nenhum! Realmente Gastão não podia ter filhos e a situação do casal já de meia idade não era muito boa..
- Seu tio avô gostava muito da senhora...começou a falar mais a vontade o rapaz.
- É, eu também gostava muito dele!, dizia Fioravante, sem saber quem era o rapaz muito menos o tio avô dela.
Curiosidade era o que não faltava na cabeça da ex-dona de casa e quase rica. Mas ela não poderia perguntar nada, afinal tinha que mostrar total conhecimento sobre a família e quanto menos interesse na herança melhor. Fioravante até ensaiou uma súbita tristesa para a hora do enfrentamento! Tristesa pela morte do tio-avô. Tentou chorar.
- Mas aí era demais! Pensou ela!!
Quase no meio do caminho, sem saber ao certo onde estava, o jovem perguntou.
- Preciso parar o carro para ir ao banheiro, a senhora se importa?
- claro que não, pode ir meu rapaz!
O jovem desceu e foi até uma lojinha, ao lado de um posto de combustíveis, do outro lado da estrada. Demorou mais de quinze minutos. Fioravante aproveitou para vasculhar no porta luvas do carro na tentativa de encontrar alguma pista sobre algo que pudesse ser o início de algum assunto, ou uma informação sobre a família.... saber ao menos o nome de seu tio-avô, já que o jovem era puro mistério. Não encontrou!!
Fioravante ouve os freios longos de um carro e para acompanhar, um estrondo!! Olha para o lado e vê apenas um risco longo de sangue bem no meio a pista....um terno cinza!! Mas tudo era um vermelho só e uma certeza: nunca mais Fioravante veria herança alguma!!!
- Assine aqui por favor!, disse o moço, portador da boa nova, já na sala de estar, sem muita conversa.
- Ah sim, claro!! disse empolgada Fioravante, sem saber ao certo o que estava acontecendo, mas disposta a encarar a aventura de poder ser rica. Sequer sabia, quem era esse tal de tio-avô, mas era rico! No papel, apenas a confirmação de que ela era ela mesma e que havia sido encontrada! Imediatamente ela correu para o quarto na tentava trêmula de ligar para o marido que estava trabalhando e lhe dizer algumas coisas que desde o baile da escola estavam engasgadas.
- Escute Gastão! estou indo embora porque não agüento mais você, seus roncos a noite toda e principalmente seu mau hálito de boca de rancho! Agora sou uma mulher independente e livre para procurar um homem que me ame e que eu ame também! Ah! Bonito e rico. Fui!
Desligou o telefone. Voltou para a sala com apenas duas malas prontas. O moço que veio dar a notícia vestia um terno cinza escuro, era meio magro, cerca de um metro e oitenta, cabelos negros, curtos mas visivelmente encaracolados. Um mistério só! Logo orientou Dona Fioravante sobre como iria receber a grana, os imóveis e tudo mais. Sem muitas explicações detalhadas, pois tudo era segredo, por medida de segurança, que ela obviamente entendia.
- Prometi ao seu tio-avô que eu a encontraria. Fui o único a me empenhar em procurá-la, quando todos pensavam que jamais conseguiria! Serei exaltado! Ele conseguiu, todos dirão!!!
- Claro que conseguiu! Cotinuava ela!
Os dois seguiram caminho até a cidade onde o tio-avô morava. Um hora, uma manhã, um dia inteiro! Não importa, a única coisa que Fioravante sabia é que de uma hora para outra ficara rica e logo logo colocaria as mãos engorduradas naquela ‘bufunfa’ gorda, mais gorda que ela. No meio do caminho, Fioravante já imaginava o primeiro investimento.
- Uma plástica nos culotes, uma lipo na barriga, uma esticada no rosto e o resto, valha-me Deus, é conseqüência!!!
No carro, o jovem rapaz, que até então estava quieto, começou a fazer perguntas.
- A senhora é casada há muito tempo?
- 15 anos!
- Quantos filhos a senhora tem?
- Nenhum! Realmente Gastão não podia ter filhos e a situação do casal já de meia idade não era muito boa..
- Seu tio avô gostava muito da senhora...começou a falar mais a vontade o rapaz.
- É, eu também gostava muito dele!, dizia Fioravante, sem saber quem era o rapaz muito menos o tio avô dela.
Curiosidade era o que não faltava na cabeça da ex-dona de casa e quase rica. Mas ela não poderia perguntar nada, afinal tinha que mostrar total conhecimento sobre a família e quanto menos interesse na herança melhor. Fioravante até ensaiou uma súbita tristesa para a hora do enfrentamento! Tristesa pela morte do tio-avô. Tentou chorar.
- Mas aí era demais! Pensou ela!!
Quase no meio do caminho, sem saber ao certo onde estava, o jovem perguntou.
- Preciso parar o carro para ir ao banheiro, a senhora se importa?
- claro que não, pode ir meu rapaz!
O jovem desceu e foi até uma lojinha, ao lado de um posto de combustíveis, do outro lado da estrada. Demorou mais de quinze minutos. Fioravante aproveitou para vasculhar no porta luvas do carro na tentativa de encontrar alguma pista sobre algo que pudesse ser o início de algum assunto, ou uma informação sobre a família.... saber ao menos o nome de seu tio-avô, já que o jovem era puro mistério. Não encontrou!!
Fioravante ouve os freios longos de um carro e para acompanhar, um estrondo!! Olha para o lado e vê apenas um risco longo de sangue bem no meio a pista....um terno cinza!! Mas tudo era um vermelho só e uma certeza: nunca mais Fioravante veria herança alguma!!!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Clarice e Clarisse
Mesmo com o bumbum muito grande, Clarice tinha um corpinho bonito, não era tão elagante assim chamava a atenção.Já Clarisse, era fininha que dava dó. De lado ou de frente não tinha diferença. Parecia uma vareta. Os dentes eram ralinhos e amarelinhos, os cabelos uma palha seca de cor castanha fosca.
Clarice, por outro lado, era vigorosa, unhas sempre bem lixadas e pintadas de vermelho ou rosa escuro! Os cabelos eram escorridos, não naturalmente é claro, pois sempre antes de sair de casa, Clarice apoiava-se na cama, jogava os cabelos para frente, cobria o comprimento com uma toalha úmida e passava o ferro de roupas. Ficava lisinho que era uma beleza!
Já Clarisse não tinha jeito. Os cabelos faziam tanto volume que nem ferro a vapor dava jeito naquela juba! Clarisse não pintava as unhas porque tinha alergia do esmalte e como seus lábios eram muito finos, também não usava batom, sempre ficava nos dentes!Já Clarice sim... vermelho encarnado...brilho transparente...dependia da roupa.
Certo dia a cidade de Carcajú amanheceu com uma faixa bem grande no meio da avenida principal. "Grande concurso de beleza no próximo dia 10 vai escolher a garota Carcajú. Interessadas comparecer na loja da Creusa Modas para sessão de fotos". Foi uma correria looooouca!!!
Dezenas de meninas estavam lá no dia seguinte, usando a roupa da missa de domingo! O fotógrafo da cidade nunca havia trabalhado tanto no mesmo. Ele viu mulheres feias, bonitas, magras, altas, baixas, gordas, enfim, uma infinidade de estilos, mas nenhum se comparava ao de Clarice. Clarisse também estava lá!. Uma equipe da cidade grande estava no comando. Clarice era definitivamente a mais linda, toda produzida! Clarisse também, sua mãe insistiu "filha, você é capaz, vai sim, vou rezar por você.". Não havia pré seleção. O grande dia chegou. Todas que se inscreveram estavam lá, inclusive Clarice e Clarisse. Começou o desfile. Uma , duas, dez, vinte e cinco, quarenta e três e a última, quarenta e quatro, Clarisse, sob sons finos e compridos de estranhesa e murmúrios. Clarice é claro sob palmas. Hora do resultado. Antes da cortina de seda amassada, usada na quermesse, subir, a parte de trás do palco despenca. Vinte e quatro garotas estavam em cima no momento do acidente e caem, entre elas Clarice, mas o público não poderia ficar sabendo, senão acabaria o grande evento da cidade e seria um caos. Antes da metade das meninas que sobrou entrar no palco para o resultado final, um dos organizadores, correndo com passos curtos, entra no meio da confusão e pergunta baixinho:_"Pelo amor de Deus, quem é Clarice? E Clarisse respondeu:_Sou eu. _Ainda bem, pelo menos a vencedora ficou inteira!!!
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